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domingo, 1 de julho de 2012

FESTA JUNINA 2012


Nossa  FESTA JUNINA aconteceu no dia 16 de junho, mas nos últimos três meses houve muita pesquisa da vida e obra do nosso homenageado: Luiz Gonzaga, os professores desenvolveram várias gincanas que movimentaram a escola e deixaram os alunos muito animados. Parabéns a todos!


Coordenação Pedagógica

domingo, 24 de junho de 2012

Gincana do Desenho para o convite da Festa Junina

Tradicionalmente, os desenhos que ilustram o convite das nossas festas são sempre escolhidos através de eleição, esse ano tivemos desenhos lindíssimos, super bem elaborados que seguiram o tema: "Baião do Honório", que também foi escolhido por eleição com participação dos pais e comunidade interna e externa. O tema da festa e os desenhos foram inspirados em homenagem aos 100 anos de nascimento do grande Luiz Gonzaga, o Rei do Baião!
Coordenação Pedagógica





quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Pipoca de Rubem Alves


A pipoca
Rubem Alves

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".

terça-feira, 12 de junho de 2012

Programação da Festa Junina

Festa Junina do Honório

Aluno Júlio César 4ºA CII


 “Cem Anos de Baião”

16 de Junho de 2012 das 13h às 17h


Música ao Vivo

Forró: Os Três Nordestinos

Barracas de comidas típicas, bebidas, brincadeiras, apresentações, exposições dos nossos alunos e muito mais.

Venha com sua família participar desta festa!!!



 
 
Programação


  • Abertura: Banda do José Honório (Profª. Soma)
  • Lançamento Oficial do Programa de Rádio do José Honório (Profª. Vera Agra e professores da JEIF; alunos do Jovem Comunica, Coordenação Pedagógica e Equipe do NCC Tide Setubal).
  • Dança: Asa Branca (Profª. Eliana Andrade)
  • Dança: Olhar para o Céu (Profs. Clara, Luiza e Luci)
  • Encenação Musical – Gonzagão ABC do Sertão (Profª. Vanessa).
  • Dança Country Infantil (Profªs. Eliane e Adriana).
  • Dança de Casal – “Colo de menina” (grupo Falamansa) – Profs. Rosana e Carlos
  • Dança: A Vida do Viajante (Profª. Senilda).
  • Dança: Asa Branca (Profªs. Cleide e Rosangela).
             Aluno João Victor 4ºB CII

  • Dança: Música de Luiz Gonzaga (Profª. Cidinha).
  • Forró: Xote das Meninas (Dança) – Profª. Soma
  • Montagem de painel com bandeirinhas, trazendo fotos dos alunos em diversificados momentos de aprendizagem em 2012, (Painel fixo) – Prof. Éliton
  • Organização e Montagem da Barraca de Comidas Típicas – Profs. Leandro e Fábio e alunos dos 4º anos CII
Organização:


Locução, Equipamentos de Som, Apoio no programa de rádio (Profs. Amauri, Silvana, Sr. Soares, Alunos do Jovem Comunica e Equipe Técnica do NCC Fundação Tide Setubal).
Decoração Geral: Profª Marta Barbosa
                                                                               
Montagem dos convites: Profª Aline
                                                                                 
Organização das prendas: Profª Neide, funcionárias Rosângela, Odete e Jari
Fotografias: Funcionária Fátima (Amada)

Organização das Gincanas: Professores do Ciclo I e II, funcionárias Edna e Angélica

Barracas de doces e salgados: Pais e responsáveis do Conselho de Escola e APM

Apoio e organização do Evento: Equipe Técnica, Secretaria e funcionários da EMEF José Honório Rodrigues

Aluna Nathalia Domingos 4ºB CI   

Aluna Joyce Pinho 4ºA CI

 * Ilustrações Vencedoras da Gincana de Melhor Desenho para o convite da festa

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Notícia sobre a seca no nordeste e os Festejos Junino



A maior seca da Bahia nos últimos 47 anos atingiu em cheio a mais tradicional festa do interior do Estado: o São João. Até o começo da manhã desta quinta-feira (10), 12 municípios haviam cancelado toda a programação junina e quatro tinham reduzido os dias de comemoração. Depois do Carnaval, o São João é a maior festa da Bahia. Em grande parte das cidades do interior, os festejos juninos atraem mais turistas do que a folia de Momo.
Há poucos dias, o TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) recomendou que os prefeitos das cidades castigadas pela seca evitassem despesas com os festejos. O Ministério Público também anunciou que vai fiscalizar os gastos efetuados pelas prefeituras durante o período junino. “Os responsáveis têm que provar que os valores desembolsados com a infraestrutura e contratação de artistas não prejudicam as ações de combate à seca”, afirmou a promotora Rita Tourinho.
As sugestões do TCM e do Ministério Público, no entanto, não foram bem recebidas por muitos administradores, que veem no São João uma grande oportunidade para conquistar simpatia e votos. “Não posso cancelar uma festa que é conhecida em todo o Brasil. Para nós, festa não é somente diversão, mas, também, negócio”, afirmou o prefeito de Amargosa, Valmir Sampaio. Apesar de manter o São João, o prefeito reduziu a sua duração de dez para quatro dias.
Em Mucugê, município localizado na Chapada Diamantina, a prefeitura recorreu à tradição para justificar a manutenção da festa, apesar de a longa estiagem ter provocado grandes prejuízos na pecuária e produção agrícola. “Nosso São João tem mais de um século e não podemos cancelar de uma hora para outra um evento que atrai muitos turistas à cidade e movimenta a nossa economia”, disse Euvaldo Junior, secretário de Turismo.
Em Senhor do Bonfim, o prefeito Paulo Machado adotou uma medida intermediária, ao reduzir a programação da festa de cinco para três dias. “Com essa medida, vamos economizar R$ 400 mil”, disse o prefeito. Ao mesmo tempo em que confirmou a manutenção da festa, a prefeitura informou que haverá racionamento de água durante o período junino.
De acordo com a UPB (União dos Municípios da Bahia), as prefeituras de Muquém do São Francisco, Várzea Nova, Tapiramutá, Filadélfia, Miguel Calmon, Barrocas, Tucano, Nova Fátima, Caem, Mundo Novo, Serrolândia e Mirante desistiram de realizar o São João.
Das 417 cidades da Bahia, 220 decretaram estado de emergência em consequência da seca e, até agora, 209 solicitações foram homologadas pelo governo estadual. Em Uauá, uma das cidades mais atingidas pela seca, a prefeitura anunciou a realização de uma audiência pública para saber se os principais segmentos da população são favoráveis à realização da festa ou se pretendem cancelar o evento.
No ano passado, o governo investiu cerca de R$ 5 milhões na festa, apoiando cerca de 100 municípios (com cotas que variaram de R$ 30 mil a R$ 100 mil).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Festa Junina 2012 - Homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga, O Músico Nordestino 

"Este ano comemora-se o centenário de nascimento de um dos maiores gênios que o Brasil já produziu, um representante autêntico da cultura nordestina. Luiz Gonzaga do Nascimento foi pioneiro ao propagar as raízes do sertão por todo o país.

Uma das mais completas figuras da música popular brasileira, Gonzagão, como ficou conhecido, cantou a alegrias das festas juninas e dos forrós pé-de-serra. Numa época em que o sertão era desconhecido e desvalorizado pelo restante do Brasil, Luiz Gonzaga denunciou em suas letras de xote e xaxado, a pobreza e as injustiças sofridas por seu povo.

O “Rei do Baião” era um instrumentista auto didata, sofisticado inventor de melodias e harmonias e compositor de uma das mais belas canções que retratam a vida no nordeste do Brasil, “Asa Branca (1947)”, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.

Sua carreira musical deslanchou no sudeste do país, porém Luiz nunca esqueceu da raiz nordestina e das vezes que ao lado de seu pai tocou nas feiras do sertão pernambucano. Januário, seu pai, foi quem lhe ensinou a tocar acordeão, instrumento que além de consertar também tocava em pequenas apresentações.

Um típico vaqueiro nordestino, vestido deste modo, Luiz Gonzaga começou a se apresentar no Rio de Janeiro, então capital do Brasil. O figurino original lhe consagrou como “Rei do Baião”.

O ano de 2012 foi definido como “Ano Luiz Gonzaga – 100 anos de nascimento do Rei do Baião”. Muitas homenagens estão sendo feitas por todo o país. Luiz Gonzaga foi tema este ano da escola de samba “Unidos da Tijuca”, no Rio de Janeiro e também do “Artes de Março” na capital piauiense.

João Cláudio Moreno, artista do Piauí, homenageará Luiz Gonzaga em uma apresentação no “Artes de Março”, em parceria com a Orquestra Sinfônica de Teresina. Que o Rei do Baião seja eterno e exemplo para a valorização dos artistas da terra".
Fonte: http://www.icsrita.org.br/

Em homenagem aos 100 anos do nascimento do Rei do Baião, nossa Festa Junina deste ano terá como temática a vida e obra desse músico.

Toda a escola estará envolvida em pesquisas e estudos para que possamos realizar uma belíssima festa, o objetivo principal será a divulgação e conhecimento da vida e obra do grande compositor e músico Luiz Gonzaga.


• Apresentar, através das músicas de Luiz Gonzaga, informações da vida e dos costumes da população sertaneja.

• Mostrar as dificuldades enfrentadas pelo povo sertanejo e a necessidade da união da sociedade em busca de soluções.

• Apresentar a riqueza e a beleza da nossa cultura de raiz.

  • Ressaltar a riqueza da cultura nordestina e reivindicar atenção da sociedade para o povo esquecido do sertão, utilizando como instrumento as músicas e letras deste grande músico e de seus parceiros como Humberto Teixeira, Zé Dantas e tantos outros.

"Inegável a importância de Luiz Gonzaga para a cultura brasileira!

Sua obra ultrapassa barreiras enriquecendo nossa música como também, dando uma grande contribuição as áreas das ciências humanas como história e sociologia.

Então, ao invés de chamá-lo apenas de artista, por que não chamá-lo também de antropólogo?

É possível a qualquer pessoa conhecer muito do nordeste e principalmente do povo sertanejo como alimentação, animais, vegetação, vocabulário e costumes, através da sua discografia.

Porém, a globalização e sua principal ferramenta, a mídia, tem invadido nossas casas, nossos olhos e ouvidos, ajudando a colocar no esquecimento a cultura dos sertanejos que é tão singular, como até mesmo o próprio sertanejos. E esse fenômeno é bastante preocupante, pois atinge principalmente nossos adolescentes. Podemos observar hoje que muitos deles até já ouviram falar no mestre Luiz Gonzaga, porém poucos sabem da sua imensa importância".